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Meu adolescente… o que faço com ele?

12/12/2023

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Escrito por Cristina Ruffino.

Constantemente estou com pais e filhos adolescentes e as queixas de ambos os lados se repetem e parecem que se retroalimentam uma da outra. O filho(a) com a queixa: "meu pai / minha mãe não param de implicar"; o pai / mãe dizendo: "não sai do quarto, não conversa, não estuda, não corta o cabelo, não acorda, bebe muito, não atende o celular…".

Muitas vezes ofereço para o(a) adolescente a pergunta: "como você pode ajudar seu pai /sua mãe a pararem de implicar já que isso te incomoda?". Eles são muito diretos e claros: "fazendo a coisa certa". Então podemos começar a ver o que eles entendem que seria "a coisa certa". E o diálogo vai nos ajudando a diferenciar, de forma lenta e conjunta,  "a coisa certa" do que pode ser: um costume da sociedade, uma forma preferida de alguns grupos,  desejos ou preferências dos pais; certo para quem e quando? Na medida em que estas diferenciações podem ser examinadas, é possível posicionar-se frente a cada uma delas e assumir responsabilidades possíveis a partir de um lugar de autor dos seus atos, e não de pura obediência. Pois é justamente que eles estão buscando, serem autores.

Neste processo de diferenciação os pais também podem perceber que unhas pintadas de preto ou francesinha expressam um gosto pessoal, muito provavelmente mutável ao longo do tempo e socialmente compartilhado com um grupo de pertencimento e que isso não define o caráter do filho(a). Cabelo azul ou rosa tão pouco diz sobre escolhas futuras do filho.  

Feita a distinção, os pais podem perceber que nem todos os comportamentos e atitudes exigem intervenção. Eles podem se concentrar em questões de segurança, saúde e escola e deixar questões "menores" (como preferências de moda, escolhas musicais ou cor do cabelo) como espaço de exercício para o desenvolvimento da identidade e autonomia. Focar nas questões mais críticas pode ser mais eficaz e alivia a relação de tantos conflitos.

Quando focamos em questões críticas, podemos criar um nível de compromisso e estabelecimento das formas em que aquilo será verificado, ou seja, usamos de parâmetros mais objetivos relacionados às metas traçadas. O que permitirá que aquele que tem um determinado desafio a cumpri-lo, é dar visibilidade para suas conquistas, de forma que ele se sinta reconhecido também pelo que consegue fazer.

Me lembro bem de uma família que comecei a acompanhar nas férias de julho. A questão trazida como problema era a filha adolescente não estar estudando, ter ficado com quase todas as notas vermelhas no primeiro semestre. A decisão dos pais estava tomada: "ou estuda ou vai para a escola pública porque não investiremos em escola se não tiver esforço da parte dela". 

Através do diálogo foram definindo uma rotina, tempo de estudo, acordaram em tirar as saídas com amigos durante a semana e delimitou-se o tempo de uso de celular. A adolescente foi cumprindo cada um destes acordos, quando o boletim do terceiro bimestre chegou: tudo azul, notas entre 8,3 e 9,5. Ai a mãe diz: "ah, mas ela estuda emburrada". E ai entra a tal da distinção: o que foi definido como obrigatório foi o estudo. Se seria de cara boa ou emburrado, poderia ser uma escolha da adolescente. 

Percebem que se a cada meta alcançada vem um "mas não escovou o dente", "mas não quis ir no aniversário do primo", o adolescente estará constantemente sobre reprovação dos olhos insatisfeitos dos pais e isso não ajuda na conexão e no pertencimento.

Me parece que os adolescentes que conseguem passar melhor por esta fase delicada da vida são aqueles que podem contar com o reconhecimento e presença dos pais nas suas "vitórias" cotidianas, isso oferece a eles um parâmetro do tamanho dos sonhos que podem sonhar.
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    Cristina Ruffino

    Sou Pedagoga (Unicamp), Mestre em Psicologia (Unicamp), doutora em Psicologia pela USP-RP. 

    ​Trabalhei na Secretaria de Educação de Campinas e fui docente no Departamento de Psicologia da USP-RP. 

    ​Trabalho com pessoas e seu desenvolvimento há 3 décadas. Inicialmente como professora, formadora de professores, pesquisadora do desenvolvimento e habilidades sociais, culminando com a clínica terapêutica. Assumo uma abordagem dialógica colaborativa, sustentada por uma epistemologia Construcionista Social, que representa uma das principais contribuições no panorama dos novos paradigmas da pós-modernidade.

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