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Transformação da intimidade: gerenciamento de riscos na relação afetiva

11/7/2023

 
Fotografia
Escrito por Cristina Ruffino
No livro "Transformação da Intimidade: Sexualidade, Amor e Erotismo nas Sociedades Modernas", Anthony Giddens discute as mudanças na esfera íntima das relações humanas, especialmente em relação à sexualidade, amor e erotismo, decorrentes das transformações sociais e culturais da modernidade tardia. 

Giddens argumenta que, na sociedade moderna, houve uma separação da sexualidade do contexto estritamente reprodutivo, o sexo tornou-se cada vez mais relacionado a prazer, satisfação pessoal, intimidade, conexão, curiosidade, domínio, do que a ideia de filhos.

Ao mesmo tempo, com as famílias se tornando menores, e a coabitação mais restrita, há uma importância crescente das relações emocionais entre o casal. As relações íntimas baseadas no amor e na emoção tornaram-se centrais, substituindo em certa medida as relações tradicionais e institucionalizadas, como o casamento arranjado ou a companhia fraterna e de toda a família estendida. Sem um julgamento de valor se é melhor ou pior, simplesmente é. A pergunta é como queremos lidar com isso? Que consequências tem para o mundo no qual vivemos fazermos uma escolha ou outra?

As mudanças nas identidades sexuais e de gênero nas sociedades modernas também contribuem para transformação do que antes se dava como certo em termos de intimidade. A crescente aceitação e reconhecimento das diferentes identidades sexuais e de gênero, o desafio às normas tradicionais de masculinidade e feminilidade, o questionamento da monogamia como certa e necessária, tudo isso nos convida a revisitar nossas crenças. 

Como a cultura atual reforça a ideia de individualização das escolhas e práticas sexuais,  as pessoas são encorajadas a buscar satisfação individual e a construir sua própria identidade sexual, longe das restrições sociais e morais do passado. Isso, certamente, nos convida a olhar para o relacionamento como algo vivo e como tal, dar importância ao gerenciamento do risco nas relações, já que um papel não as garante mais. Aumenta a consciência da necessidade de construir confiança em seus relacionamentos e lidar com a incerteza e os riscos emocionais envolvidos. Isso é libertador em certo sentido para alguns e angustiante para outros, ou para a mesma pessoa pode ser as duas coisas em diferentes momentos. 

De que forma as ideias de Giddens nos ajudam a olhar para os casais atuais? O que se torna cada vez mais relevante ser desenvolvido e implementado nos relacionamentos? Creio que podemos destacar: 
  • A comunicação aberta e honesta nas relações íntimas, para a qual a criação de um espaço e tempo seguro para expressar desejos, necessidades e preocupações, bem como compartilhar expectativas e aspirações se torna essencial. 
  • A individualização das escolhas sexuais e a busca pela satisfação pessoal que são estimulados pela nossa cultura, implica que cada membro do casal tem o direito de expressar sua identidade sexual e suas preferências individuais. Como casal, como podem encontrar um equilíbrio saudável entre a autonomia individual e a construção de uma identidade compartilhada como casal. Isso envolve respeitar as escolhas e desejos um do outro, encontrar interesses em comum e negociar acordos que atendam às necessidades de ambos, mantendo o respeito entre eles.
  • Para os casais que desejam uma vida sexual (na minha experiência, há um pequeno número de casais assexuados que vivem bem), o prazer sexual se torna uma dimensão fundamental das relações íntimas. Como eles podem promover a exploração e a expressão mútua de suas fantasias e desejos, além de experimentar novas experiências e atividades que tragam prazer e satisfação para ambos?
  • Trabalhar juntos para construir e fortalecer a confiança mútua, sendo transparentes em suas comunicações, respeitando os limites e compromissos estabelecidos me parece ser fundamental para um relacionamento seguir com saúde. Além disso, eles podem abordar questões relacionadas à incerteza e aos riscos emocionais, encontrando maneiras de lidar com essas preocupações e cultivar um ambiente de segurança e apoio mútuo.
  • Destaco a importância de um relacionamento igualitário e respeitoso. Compartilhar responsabilidades domésticas, financeiras, combinarem quais as decisões serão conjuntas e quais não, bem como o respeito pelas perspectivas e necessidades um do outro, independentemente de gênero deve ser cuidado.

Claro que cada relacionamento é único, e é importante adaptar essas ideias de acordo com as circunstâncias específicas e as necessidades individuais de cada casal. A comunicação aberta, a empatia e o compromisso são elementos-chave na promoção da saúde do relacionamento.

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    Cristina Ruffino

    Sou Pedagoga (Unicamp), Mestre em Psicologia (Unicamp), doutora em Psicologia pela USP-RP. 

    ​Trabalhei na Secretaria de Educação de Campinas e fui docente no Departamento de Psicologia da USP-RP. 

    ​Trabalho com pessoas e seu desenvolvimento há 3 décadas. Inicialmente como professora, formadora de professores, pesquisadora do desenvolvimento e habilidades sociais, culminando com a clínica terapêutica. Assumo uma abordagem dialógica colaborativa, sustentada por uma epistemologia Construcionista Social, que representa uma das principais contribuições no panorama dos novos paradigmas da pós-modernidade.

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