ConversAções
  • Home
    • Quem sou
    • O Instituto
    • Notícias
  • Atendimentos
    • Terapia de Casal
    • Terapia de Família
    • Terapia Individual
    • Mediação de Conflitos
    • Supervisão para Terapeutas
    • Grupos de estudos em terapia e relações familiares
    • Orientação parental, em grupos individuais
  • Cursos
    • Curso Terapia Familiar e Casal
    • In Company
  • Blog
  • Biblioteca
  • WhatsApp
  • Contato
  • Home
    • Quem sou
    • O Instituto
    • Notícias
  • Atendimentos
    • Terapia de Casal
    • Terapia de Família
    • Terapia Individual
    • Mediação de Conflitos
    • Supervisão para Terapeutas
    • Grupos de estudos em terapia e relações familiares
    • Orientação parental, em grupos individuais
  • Cursos
    • Curso Terapia Familiar e Casal
    • In Company
  • Blog
  • Biblioteca
  • WhatsApp
  • Contato

Corporeidade na relação dialógica: a comunicação além das palavras

17/9/2024

0 Comentários

 
Fotografia
Por Cristina Ruffino.
John Shotter sempre me provoca e desafia. Admito que talvez ainda não o tenha compreendido em toda sua profundidade. Mas, ainda assim, usufruo de cada instante de leitura e uso na vida, no trabalho, no meu autoconhecimento. 

Para esse autor, a comunicação transcende a mera troca de informações, enraizando-se profundamente em nossa existência corpórea, emocional e prática. Nossos corpos não são meros veículos de comunicação, mas elementos constitutivos da própria interação. A linguagem e o sentido emergem não apenas das palavras, mas de um engajamento corporal holístico: gestos e expressões faciais; tom de voz e prosódia; postura e movimentos corporais; contato visual e proximidade física

A relação dialógica ocorre em um espaço intersubjetivo onde os corpos dos participantes se encontram. Este encontro vai além do cognitivo ou linguístico, criando uma experiência profundamente corporal e situada. Como uma dança, a construção de entendimentos, envolve uma sensibilidade e “escuta” mútua de corpos. Shotter enfatiza a importância de uma sensibilidade aguçada aos sinais corporais e emocionais dos outros. Esta "escuta" atenta de si e do outro é fundamental para: compreensão mútua, construção conjunta de significado e, sobretudo, a criação de "momentos de encontro"

As respostas corporais dos interlocutores são parte integral do processo de coconstrução de significado. Reações não verbais, como expressões faciais, movimentos e ritmo da fala, contribuem significativamente para o diálogo. Para além das palavras, elementos paralinguísticos desempenham um papel crucial na comunicação, envolvendo as pausas e silêncios, o ritmo respiratório e o tom de voz. Estes elementos indicam emoções, intenções e o nível de envolvimento na conversa, facilitando a fluidez do diálogo e a construção conjunta de compreensões.

Shotter introduz a noção de "conhecimento de dentro" (knowing from within), uma forma de compreensão que emerge da participação direta em práticas sociais e conversacionais. A prosódia, neste contexto, é vista como um fenômeno relacional entre os participantes e parte do “backgraund” que dá sentido às nossas interações, além de ser um elemento fundamental da "responsividade" nas interações

Quando leio as ideias de Shotter, destaca-se para mim (em mim) a primazia da afetação nas relações. Primeiro nos afetamos mutuamente a partir de sinais não conscientes (não discerníveis e identificáveis), depois, buscamos explicações cognitivas para estas afetações. Frequentemente, nossas respostas "cognitivas" são tentativas de racionalizar o que não se originou na lógica, mas na experiência corporal e emocional.

A compreensão destes aspectos da comunicação tem implicações significativas para diversos campos como terapia, educação, comunicação organizacional. Enfatiza-se a importância de estar atento não apenas ao conteúdo verbal, mas também à forma como é expresso.

A visão de Shotter sobre a corporeidade na relação dialógica nos convida a reconsiderar fundamentalmente nossa compreensão da comunicação humana. Reconhecendo o papel central do corpo e dos elementos não verbais, podemos desenvolver interações mais ricas, autênticas e significativas em todos os aspectos de nossas vidas.
0 Comentários



Deixe uma resposta.

    Fotografia

    Cristina Ruffino

    Sou Pedagoga (Unicamp), Mestre em Psicologia (Unicamp), doutora em Psicologia pela USP-RP. 

    ​Trabalhei na Secretaria de Educação de Campinas e fui docente no Departamento de Psicologia da USP-RP. 

    ​Trabalho com pessoas e seu desenvolvimento há 3 décadas. Inicialmente como professora, formadora de professores, pesquisadora do desenvolvimento e habilidades sociais, culminando com a clínica terapêutica. Assumo uma abordagem dialógica colaborativa, sustentada por uma epistemologia Construcionista Social, que representa uma das principais contribuições no panorama dos novos paradigmas da pós-modernidade.

    Arquivos

    Dezembro 2025
    Maio 2025
    Janeiro 2025
    Outubro 2024
    Setembro 2024
    Julho 2024
    Abril 2024
    Março 2024
    Fevereiro 2024
    Dezembro 2023
    Novembro 2023
    Outubro 2023
    Agosto 2023
    Julho 2023
    Junho 2023

    Categorias

    Tudo
    Adolescente
    Auto Conhecimento
    Comunicação Não Violenta
    Criança
    Criança
    Dica De Leitura
    Educação
    Literatura
    Relacionamento
    Saúde Emocional
    Terapia

Imagem
Fotografia
Fotografia
Fotografia
© ConversAções 2025